Dom Quixote
Festa, sensualidade, confusão e maluquice! Esse é o espírito latino presente em Dom Quixote, um dos meus ballets preferidos. Seu coreógrafo, Marius Petipa, morou anos na Espanha e durante sua passagem que montou a peça. Vale muito a pena conferir!!!
A história segue aí abaixo, retirada do livro “Livro Histórias de Ballet”, de Luisa Lagôas

John Ross
“Coreografia: Marius Petipa
Música: Leon Minkus
Estréia Mundial: 1869, em Moscou.
Na praça do mercado, em Barcelona, Quitéria (Kitri) está sendo forçada por seu pai a aceitar a corte do rico comerciante Gamanche, que deseja se casar com ela. A moça, apaixonada pelo barbeiro Basílio, reluta insistentemente. Dom Quixote chega à praça e presencia a cena, logo vendo em Quitéria a alucinação de Dulcinéia, a mulher de seus sonhos. D. Quixote desafia Gamanche para um duelo, mas não é levado à sério nem pelo comerciante, nem pela multidão, sendo expulso da cidade. Basílio, por sua vez, desesperado ante a perspectiva do casamento de Kitri com Gamanche, finge estar se suicidando, e pede ao pai da moça que lhe satisfaça um último desejo, concedendo-lhe a mão de Quitéria em casamento. O pai cede, e para o seu espanto, Basílio se levanta radiante de saúde e felicidade, para abraçar a amada. D. Quixote, expulso da cidade, acampa à beira dos moinhos, onde encontra o rei dos ciganos, que organiza uma festa para ele. O velho bebe demais e acaba vítima de suas fantasias, pois ataca carroças de marionetes e os moinhos de vento, julgando estar em batalha com gigantes inimigos. Ao final da batalha, o velho dorme, ferido, e sonha com os jardins de Dulcinéia, povoados por seres fantásticos. Um duque que passava por ali acorda o fidalgo e convida-o a pousar em seu castelo. Lá, numa festa em homenagem ao cavaleiro, seu amigo Carrasco simula com ele uma batalha, convencendo-o ao final de abandonar as ilusões e voltar a viver na realidade. Enquanto isso, na praça de Sevilha, o casamento de Quitéria e Basílio é celebrado com uma grande festa e muitas comemorações.
D. Quixote, a novela de Miguel de Cervantes, inspirou vários ballets, ao longo dos tempos. As primeiras versões encenadas não obtiveram sucesso suficiente para se manterem até hoje, mas a versão estreada em 1869, com o libreto um pouco mais livre da obra, teve um sucesso arrebatador, creditado ao seu virtuosismo técnico. Essa obra marca a ascensão da Rússia a centro mundial da dança, pois naquela época a Europa Ocidental vivia o mercantilismo, deixando o campo das artes um pouco abandonado. Em conseqüência, os artistas migraram para o Império dos Czares, onde a dança, especialmente, era muito estimulada. Assim foi feito com Jules Perrot, Saint-Léon e Marius Petipa, o autor em questão. Petipa era muito ligado a temas espanhóis, tendo trabalhado e estudado em Madri, e inclusive já havia remontado outro ballet com motivos espanhóis na Rússia: Paquita. São marcas de D. Quixote a cor, a sensualidade, o humor e o calor dos temas espanhóis. Foi dançado predominantemente na Rússia até a migração de grandes nomes soviéticos para o Ocidente. Só depois da chegada de Nureyev, Barishnikov e Balanchine no mundo ocidental é que o ballet passou a ser dançado com mais freqüência por nossas companhias.”
Fazendo um paralelo aqui com as artes, o blog “Phlog that” trás uma figura de Dom Quixote, criado por Miguel de Cervantes, feita por Salvador Dalí! Linda!!!
Layli disse,
26/09/2007 às 22:46
D. Quixote é show!
Além de lindo, é divertidíssimo.
E que bailarina maravilhosa essa da foto, hein?
Beijão Mari!
NANDO disse,
02/10/2007 às 01:59
Dom Quixote é muito legal, uma daquelas histórias que merecem mesmo ser eternas, seja na dança, literatura, música etc… MUITO BOM O COMENTÁRIO! UM BJÃO!! TE AMO MUITO!!! T++!! TCHAU!!
Raphael disse,
19/09/2008 às 18:49
sem comentarios simplismente linda
Leticia disse,
01/12/2008 às 15:55
Adooro Dom Quixote …
…uma linda obra de Marius Petipa.
gostaria de saber quando teremos apresentações no Brasil?
obrigada . abraços
tchau