Perguntas freqüentes

29/09/2007 at 21:05 (arte, ballet, Dança)

Este é o último post sobre ballet clássico do blog! Espero que os leitores que conquistei nesse tempo não me abandonem!!! Para a despedida, perguntei por aqui as dúvidas freqüentes sobre o ballet para pessoas que nada entendem da dança, meu pai e minha mãe! Quem respondeu? Eu mesma!!!

 

O que é pas de deux (se diz algo como padede)?

Do francês “passo de dois”. É quando um bailarino e uma bailarina dançam juntos. Me disseram também que o termo é usado somente no ballet clássico, nas outras modalidades o termo semelhante seria duo ou dueto.

 

Por que você não lava sua sapatilha? (pergunta do meu pai né…)

As sapatilhas de meia ponta são frágeis, até deve dar para lavar, mas tenho medo de estragar. Além do que, se ela chega a este ponto, é hora de comprar outra. Já as de ponta têm gesso né, estragam. Fora que podem encolher depois. Bem, não sei se colou… nunca nem tentei lavar uma sapatilha e nunca pensei nisso, confesso!

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Aos que não sabem, a bailarina da foto sou eu! E assim me despeço do ballet clássico! Mas tem muita coisa legal vindo por aí!!! Semana que vem falaremos sobre o flamenco!

 

Até segunda-feira!

 

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Altos custos

26/09/2007 at 23:51 (arte, ballet, Dança, história, repertório)

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Sapatilha de meia ponta? 35 reais. Mensalidade da escola de dança? 120 reais. Dançar ballet? Tem um preço muito alto!!! Pois é, esse é, sem dúvida, um forte motivo para que a dança clássica seja considerada de elite. Não é fácil pagar tudo isso por mês. Mas… ações que tentam mudar esse cenário estão aí! Exemplo é o projeto Pequenos Talentos.  

Inclusive, a pouco tempo o bailarino capixaba George Lucas viajou à Cabo Frio para participar do Festival Nacional que ocorre lá. O mais legal é que ele foi representando o projeto e voltou premiado, no terceiro lugar!!! Os bailarinos têm ensaios segundas, quartas e sábados. Para isso recebem uniformes e sapatilhas além de vale transporte e R$50,00 por mês. Os que se destacam são ainda convidados por escolas particulares para intensificar as aulas. 

Como diz o Governo, o Projeto tem como “objetivo democratizar a dança clássica e contemporânea, sensibilizando e conscientizando crianças, adolescentes e jovens para o desenvolvimento intelectual, emocional e motor, utilizando a dança como meio no desenvolvimento da arte, elevação da auto-estima e valorização da vida”.  

Atualmente, as aulas ocorrem em sete núcleos, distribuídos pelas comunidades da Grande Vitória: Associação de Apoio e Orientação a Criança e ao Adolescente (Vale Encantado, Vila Velha); Programa Crer com as Mãos (São Benedito, Vitória); Vila Olímpica (Soteco, Vila Velha); CAIC Novo Horizonte, com duas turmas (Serra); Centro de Orientação Social – COS (Porto de Santa, Cariacica); CAIC Feu Rosa (Feu Rosa, Serra) e Centro Cultural Carmélia (Caratoíra, Vitória). 

Ps.: Vocês repararam que o ciclo das histórias de ballét clássico terminou né! Tem muitas outras por aí! Mas não dá para publicar todas, então… querendo mais procurem!!! Hahaha!!!

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Dom Quixote

26/09/2007 at 14:49 (arte, ballet, Dança, don quixote, história, repertório)

Festa, sensualidade, confusão e maluquice! Esse é o espírito latino presente em Dom Quixote, um dos meus ballets preferidos. Seu coreógrafo, Marius Petipa, morou anos na Espanha e durante sua passagem que montou a peça. Vale muito a pena conferir!!!

 

A história segue aí abaixo, retirada do livro “Livro Histórias de Ballet”, de Luisa Lagôas

 

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                                                                                                                      John Ross

“Coreografia: Marius Petipa
Música: Leon Minkus
Estréia Mundial: 1869, em Moscou.

 

Na praça do mercado, em Barcelona, Quitéria (Kitri) está sendo forçada por seu pai a aceitar a corte do rico comerciante Gamanche, que deseja se casar com ela. A moça, apaixonada pelo barbeiro Basílio, reluta insistentemente. Dom Quixote chega à praça e presencia a cena, logo vendo em Quitéria a alucinação de Dulcinéia, a mulher de seus sonhos. D. Quixote desafia Gamanche para um duelo, mas não é levado à sério nem pelo comerciante, nem pela multidão, sendo expulso da cidade. Basílio, por sua vez, desesperado ante a perspectiva do casamento de Kitri com Gamanche, finge estar se suicidando, e pede ao pai da moça que lhe satisfaça um último desejo, concedendo-lhe a mão de Quitéria em casamento. O pai cede, e para o seu espanto, Basílio se levanta radiante de saúde e felicidade, para abraçar a amada. D. Quixote, expulso da cidade, acampa à beira dos moinhos, onde encontra o rei dos ciganos, que organiza uma festa para ele. O velho bebe demais e acaba vítima de suas fantasias, pois ataca carroças de marionetes e os moinhos de vento, julgando estar em batalha com gigantes inimigos. Ao final da batalha, o velho dorme, ferido, e sonha com os jardins de Dulcinéia, povoados por seres fantásticos. Um duque que passava por ali acorda o fidalgo e convida-o a pousar em seu castelo. Lá, numa festa em homenagem ao cavaleiro, seu amigo Carrasco simula com ele uma batalha, convencendo-o ao final de abandonar as ilusões e voltar a viver na realidade. Enquanto isso, na praça de Sevilha, o casamento de Quitéria e Basílio é celebrado com uma grande festa e muitas comemorações.

D. Quixote, a novela de Miguel de Cervantes, inspirou vários ballets, ao longo dos tempos. As primeiras versões encenadas não obtiveram sucesso suficiente para se manterem até hoje, mas a versão estreada em 1869, com o libreto um pouco mais livre da obra, teve um sucesso arrebatador, creditado ao seu virtuosismo técnico. Essa obra marca a ascensão da Rússia a centro mundial da dança, pois naquela época a Europa Ocidental vivia o mercantilismo, deixando o campo das artes um pouco abandonado. Em conseqüência, os artistas migraram para o Império dos Czares, onde a dança, especialmente, era muito estimulada. Assim foi feito com Jules Perrot, Saint-Léon e Marius Petipa, o autor em questão. Petipa era muito ligado a temas espanhóis, tendo trabalhado e estudado em Madri, e inclusive já havia remontado outro ballet com motivos espanhóis na Rússia: Paquita. São marcas de D. Quixote a cor, a sensualidade, o humor e o calor dos temas espanhóis. Foi dançado predominantemente na Rússia até a migração de grandes nomes soviéticos para o Ocidente. Só depois da chegada de Nureyev, Barishnikov e Balanchine no mundo ocidental é que o ballet passou a ser dançado com mais freqüência por nossas companhias.”

 

Fazendo um paralelo aqui com as artes, o blog “Phlog that” trás uma figura de Dom Quixote, criado por Miguel de Cervantes, feita por Salvador Dalí! Linda!!!

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Giselle

21/09/2007 at 18:40 (arte, ballet, Dança, don quixote, história, repertório)

Bem gente, hoje vou falar um pouquinho sobre o ballet Giselle. Confesso que tinha certo preconceito desse balet, o achava muito chato! Mas… pesquisando sobre a história encontrei o blog Contredanse em que a blogueira diz que o melhor ballet, para ela, é Giselle! Resolvi ir atrás!

A história é trágica e triste. Pelo que fiquei sabendo, a lentidão se dá no segundo ato, o primeiro é rapidinho e feliz! Com juras de amor, como todo ballet tem que ter!!! O textinho ali de baixo é do Wikipedia!    

Rachel Portele

                                                                                            Rachel Portele

“Giselle, dançado ao som de músicas familiares pelo balé francês e compositor de ópera Adolphe Adam, é balé da Era Romântica primeiro dançado em Paris in 1840. É um dos poucos balés dessa tradição que ainda apresentado nos palcos, dançado em tutu romantico (saias de bailarina na altura da panturilha). No primeiro ato, a aldeã Giselle está apaixonada por Albrecht, um nobre disfarçado de camponês. Quando Giselle descobre a fraude, ela fica inconsolável e morre. No segundo ato, o amor eterno de Giselle por Albrecht, que vem a noite visitar seu túmulo, o salva de ter seu espírito vital tomado pelos wilis espectrais, os fantasmas vampíricos de garotas noivas que morreram antes do dia do seu casamento, e sua rainha. Sempre que um homem se aproxima, elas obrigam-no a dançar até a morte. Giselle dança no lugar de Albrecht e, dessa forma, impede que ele chegue à exaustão, quebrando o encanto das willis. No final, ela o perdoa.O poeta romântico Théophile Gautier é o autor do roteiro desse balé.A versão que vemos hoje não é muito semelhante à original, onde a mais famosa dançarina da época, Fanny Essler tinha cena louca lírica no final do primeiro ato. A morte de Giselle no primeiro ato foi adaptado por um ataque do coração, pois em sua primeira apresentação, Giselle se suicidava com uma espada. Essa primeira versão causou choque na época, por essa razão foi feita a mudança. Giselle saiu do repertório europeu até que foi revivido por Sergei Diaghilev in 1910, uma surpreente mudança de ritmo para o balé russo de vanguarda. O papel de Giselle é um dos mais procurados no balé, já que exige tanto perfeição técnica quanto excelente graça e lirismo. Várias das mais habilidosas dançarinas representaram esse papel incluindo Ana Botafogo, Carlotta Grisi (para quem Théophile Gautier criou o papel), Anna Pavlova, Tamara Karsavina, Cynthia Gregory, Galina Ulanova, Alicia Markova, Beryl Goldwyn, Antoinette Sibley, Margot Fonteyn e Natalia Markarova.”

Esse vídeo aí é um resuminho da história do ballet! O legal é que mostra aos desconhecidos como o ballet também é interpretação! Estou adorando Giselle! Espero que vocês também!!! Hahaha!!! 

Bom, até segunda-feira!

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O Lago dos Cisnes

19/09/2007 at 23:57 (arte, ballet, Dança, história, repertório)

Vamos falar agora um pouquinho de ballets de repertório, que são aqueles dançados em todo o mundo há muito tempo! Hahaha!!! As diferentes escolas podem até dançar com certas diferenças essas peças, mas a essência deve ser sempre a mesma! Vou então, hoje, contar a história de “O Lago dos Cisne”, ballet do qual dancei minha primeira variação (aquilo quando a bailarina dança sozinha no palco…).

Na verdade, pegarei emprestada a história já escrita pelo livro “Histórias de Ballet”, de Luiza Lagôas.     

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O lago dos cisnes apresentado pelo London Citty Ballet, 1988

“Coreografia: Marius Petipa (1º e 3º atos) e Lev Ivanov (2º e 4º atos)
 Música: Peter Ilyich Tchaikovsky
 Estréia: 1895, em São Petersburgo

O Príncipe Siegfried está completando 21 anos, e a Rainha-Mãe decidiu que ele deveria escolher uma noiva no baile de seu aniversário. Indiferente ao amor e às responsabilidades, ele comemora o aniversário com os amigos, e à noite, resolve sair para caçar. Ao se aproximar de um lago repleto de cisnes, o príncipe se prepara para atirar quando os cisnes se transformam em jovens princesas. Odete, a Rainha dos Cisnes, dança com Siegfried e lhe conta que ela e as outras princesas são vítimas do feiticeiro Rothbart, que as condenou a viver como cisnes durante o dia, só voltando à sua forma normal da meia-noite à aurora. Segundo ela, o encanto só se quebrará quando um jovem de coração puro lhe jurar fidelidade. O príncipe declara seu amor e convida-a para o baile do dia seguinte, onde quebrará o encantamento, escolhendo-a para ser sua noiva. No baile, a Rainha-Mãe lhe apresenta seis princesas, mas ele se mostra indiferente a elas, esperando ansiosamente por Odete. Muitas danças são apresentadas enquanto o baile transcorre, até que um nobre chega com estrondo, que na verdade é Rothbart disfarçado com sua filha, Odile, metamorfoseada em Odete. Siegfried dança com ela pensando ser sua amada, enquanto Odete, ainda em forma de cisne, tenta inutilmente chamar a atenção dele nas janelas do palácio. O príncipe anuncia que já fez sua escolha, e só então percebe que ainda não era meia-noite e aquela não poderia ser Odete, mas era tarde demais, já havia dado sua palavra. Desesperado, Siegfried corre para o Lago, onde encontra Odete junto às amigas. Os amantes se jogam no lago, e nesse momento, a magia é quebrada e o reino de Rothbart desmorona, matando-o.”

Lindo né!?

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No blog da Mariana Rodrigues tem um vídeo do pas de quatre (quatro pessoas dançando) de Lago. O mais legal é que é o mesmo que eu postei dos meninos do Trockadero! Entrem lá!!!

Por hoje é só pessoal!

Até sexta-feira!!!

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Les Ballets Trockadero de Monte Carlo

18/09/2007 at 00:07 (arte, ballet, Dança)

O que você pensaria se eu dissesse que andam dançando por aí clássicos do ballet de repertório? Nada de mais né! Mas e só as apresentações só tivessem homens? Pois é, é assim que o “Les Ballets Trockadero de Monte Carlo” dançam! Somente homens dançando mas… fazendo o papel, muito bem diga-se de passagem, das mulheres.

 

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Isso mesmo, eles usam sapatilha de ponta e vestido. Criado em 1974, o Trockadero nasceu para ser uma sátira às escolas tradicionais. Diversos bailarinos, cansados das cobranças rígidas de suas escolas, que o fundou, colocando mais humor no ballet clássico.

 

E nesse mês a Companhia está no Brasil para apresentações no Rio e em São Paulo. Infelizmente não passará pelo Espírito Santo! Mas quem puder confira! Por enquanto, eu ficarei com o You Tube mesmo…

 

 

Quarta-feira tem mais! Até lá!!!

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Filme: “Billy Eliot”, de Stephen Daldry

17/09/2007 at 23:03 (arte, ballet, billy eliot, Dança, filme, homossexualismo)

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Para continuar nesse assunto da ala masculina proponho a todos que assistam ao filme “Billy Eliot”, de Stephen Daldry. Confesso que tem um tempinho que o vi, mas lembro de ter gostado e ele trata bem dessa questão do preconceito, que muitas vezes está dentro de casa mesmo.

 

No filme, o menino Billy quer ser bailarino indo do lado oposto de seu pai, que sonha em vê-lo lutando boxe. Para dançar, o garoto tem que lutar muito até brilhar nos grandes palcos. Não só um filme de dança, este é também um filme sobre a vida! Entrem no blog whereareyougoingpisces! Lá tem um pouquinho mais de Billy Eliot! Fica aí a dica!

 

Os.: Por problemas técnicos esse post, que deveria ter entrado no ar na sexta-feira (14) só entrou hoje, segunda.  

 

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Simplesmente Mikhail Baryshnikov!!!

13/09/2007 at 02:17 (arte, ballet, Dança, história)

Mikhail Baryshnikov

 

Como o prometido, irei entrar um pouquinho na história de vida da estrela da dança, Mikhail Baryshnikov. Desde pequena, vejo uns quadros lindos na academia onde faço ballet. Grande parte deles são de Misha (seu apelido carinho!) saltando e dançando. Essa é uma das justificas para eu ter escolhido falar dele, além de, é claro, ele ser um excelente bailarino.

Mikhail Baryshnikov nasceu em Riga, na Letônia, em 27 de janeiro de 1948, ou seja, hoje está com 59 anos. Filho de pai mecânico e mãe costureira, ele iniciou suas aulas de ballet somente aos 12 anos, considerado tarde por alguns. Mas isso não foi obstáculo para o  talento de Misha, que três anos após foi aceito pelo balé de Leningrado e aos 18 fez sua estréia profissional com o famoso Ballet Kirov, dançando Giselle.     

Em 1974, foi se apresentar no Canadá e decidiu pedir asilo político naquele país, no que foi atendido. Seguiu para os Estados Unidos e num curto tempo se tornou o principal bailarino do “American Ballet Theatre”. Já de 1978 a 1980. Baryshnikov foi a estrela do “New York City Ballet”. Atualmente, Misha dirige e ainda se apresenta com a Companhia de Dança que leva seu nome. Além de bailarino ele é ator, tendo estrelado o filme “O Sol da Meia Noite” (White Nights, de 1985) ao lado do dançarino e ator americano, Gregory Hines.

Baryshnikov já dançou repetidas vezes os grandes clássicos do ballet de repertório como “A Bela Adormecida”, “Hamlet Conotations”, “Giselle”, “Balanchine” e “Don Quixote”. Talvez por ter enjoado, li certa vez numa revista que hoje em dia (e isso tem uns 5 anos) ele só quer dançar coisas novas, criar! O público, com certeza, não perde nada, já que a imaginação de Misha vai longe!!!

No vídeo, Baryshnikov dança Giselle. É um dos que eu encontrei, mas vale muito a pena assistir aos outros!!!

Bem, sexta-feira tem mais!!!

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Homem que dança ballet é homossexual?

11/09/2007 at 01:38 (arte, ballet, Dança, homossexualismo)

Desde que eu me entendo por gente, danço ballet. E nestes 17 anos nunca sofri preconceito por causa disso, claro, sou menina! Mas já presenciei muitas coisas… tititi, zoações e brincadeiras de mal gosto contra meus amigos (homens) de dança. Eles passam por muita coisa chata para subirem no palco. E aí eu me pergunto: Qual a diferença para o público espectador se aquele menino no palco é homo ou heterossexual? Nenhuma. 

Refleti sobre o assunto e cheguei a conclusão de que quem fala isso não é o público mas é quem não entende da arte já que esta é uma discussão menor. Como não domina o assunto, a pessoa joga isso na roda para desviar o rumo da conversa e se mostrar “o machão”, “o bonzão”. Vocês já devem ter percebido que não vou responder a questão lá de cima até porque não vou discutir algo que eu mesma acho extremamente irrelevante. O título só foi para chamar a atenção dos bobões e fazer com que eles lessem o texto!

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Capa do livro “Baryshnikov: In Black and White (Hardcover)”, de Mikhail Baryshnikov

Para continuar nessa mesma linha masculina, no próximo post vou falar um pouco sobre Mikhail Baryshnikov, considerado por muitos o maior bailarino de todos os tempos! Quarta-feira tem mais!!! 

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Magreza é fundamental?

07/09/2007 at 16:10 (ballet, Dança)

Pernas longas e finas. Barriga? Não existe. Afinal, para ser bailarina, TEM que ser magrela?

 

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                                                                                  Flickr por BalletBob     

Admito que tenho certo receio em sair respondendo essa questão porque uma interpretação equivocada poderia parecer que faço apologia e concordo com certas coisas. Então, vou devagar apresentando meus argumentos.

 

Para ser jogador de basquete tem que ser alto? Vocês já viram um jogador de basquete baixinho, de 1 metro e meio? Beeem difícil. Pois é, também é complicado encontrar uma bailarina gordinha e de perna grossa.

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O corpo padrão, magrinho, é justificado por facilitar os movimentos e tornar o conjunto mais uniforme. É um pedido, ou até exigência, nas grandes companhias de ballet do mundo.

 

Agora, dizer que essas meninas devem desistir do sonho delas não é o caminho. Eu mesma não me encaixo nos padrões do ballet e danço desde os quatro anos (hoje faço 21). Ao longo desse período me foi passado que, para me profissionalizar, teria que correr muito atrás, já que existem meninas que “nascem prontas” e eu teria que atingi-las.

 

Mas essa pressão gera muito descontrole e algumas acabam nas ias da vida (bulimia e anorexia). É assustador o que elas são capazes de fazer para manter o corpo magro. Meu alerta, então, vai para as famílias: cuidem de suas filhas, conversem com elas. Viver de sol e água não dá! 

Para finalizar, comunico que vou ali na sala comer salgadinhos e docinhos!!! É meu aniversário hoje!!! Parabéns para mim!!!

 

Segunda-feira tem mais!!!

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