Pol Vaquero em Vitória

29/01/2008 at 19:04 (arte, Dança, flamenco) (, , )

Eu sei, eu sei… vou puxar um pouco a sardinha pro meu lado! Mas já disse que pretendo virar jornalista, e isso é o que eles mais fazem! Hahaha!!! E a causa é justa gente, eu garanto!

É o seguinte, o bailaor Pol Vaquero virá a Vitória (ES), onde eu, dona desse blog, moro! Do dia 26 a 30 de abril e 1º e 3 de maio ele participará do projeto Conexões Espanha (do Toca Madeira Produções e do Projeto Alma Flamenca) e do III Festival de Arte Flamenca do ES (que a Alma Andaluza, onde eu danço, organiza), respectivamente.

Pol Vaquero

Pol dará aulas e ainda apresentará um show no dia 3 de maio no teatro da UFES. Vale muito a pena conferir! Quem não for daqui junta uma graninha e vem, porque além de conhecer uma cidade linda, vai curtir um grande bailaor espanhol dançando flamenco! Quer coisa melhor??? 

Mas e você aí que não entende de flamenco está se perguntando… “e quem cargas d’água é Pol Vaquero???” Hum… isso é assunto pro próximo post!!! 

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Retomada

07/01/2008 at 19:15 (arte, Dança) (, )

Voltei! Depois de um período ausente, curtindo umas boas férias, resolvi dar continuidade a este blog! E ontem a noite, pensando no que escrever, tive a idéia de mudar o nome do blog! O anterior “E que seja perdido o único dia em que não se dançou…” era muito grande, mas não nego sua grande e profunda beleza!!! Agora o blog se chama “Dançando”.

Numa época em que o gerúndio é atacado de todos os lados (e até proibido), não consegui expressar o que é a dança sem usá-lo. Afinal, não é algo passado, nem futuro… o que dançamos é o agora, o que sentimos naquele instante. Daí me veio o gerúndio!

Com novo nome, mas com o mesmo empenho de antes, o blog volta a ativa! Como sempre tentarei abordar os assuntos acerca da dança com um texto divertido, além de inserir fotos e vídeos (afinal de contas, onde já se viu dança parada??). 

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Paranauê paranauê paraná…

05/12/2007 at 12:02 (arte, capoeira, Dança) (, , , , )

Quem nunca ouviu esse refrão ali de cima? Pois é… um blog de dança falando sobre capoeira. É dança? É esporte? É luta? É tudo isso junto? Isso mesmo, a capoeira é a junção de tudo o que foi citado e por isso mesmo me sinto no direito de falar dela!

Admito que não entendo muito sobre a capoeira. O que posso dizer é que fico encantada sempre que vejo uma roda. Os movimentos são incríveis e a filosofia é mais bonita ainda. O capoeirista não tem o intuito, pelo menos na maioria das vezes, de terminar o golpe e machucar o adversário, mas apenas de demonstrar que ele poderia ter sido aplicado.

Dessa forma estabelece-se uma relação de respeito e brincadeira com o oponente, ao mesmo tempo que há certa provocação e disputa. O instrumento mais marcante de uma roda de capoeira é o berimbau. É ele que dá o ritmo e o andamento do jogo.

Assim como numa luta, os movimentos não são coreografados mas não podemos negar que assistir à um jogo é um belo espetáculo de dança. A entrada da música na capoeira remonta suas origens. Os escravos, que vieram da Africa para o Brasil, eram proibidos de praticar lutas marciais por seus senhores.

Assim, numa forma de disfarçar o que faziam, foi introduzida a música e as letras. Hoje é impossível desvincular uma da outra. Além do berimbau também compõem os intrumentos o atabaque, o pandeiro, o agogô e o reco reco.

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Forrozinho bom d+!!!

28/11/2007 at 18:19 (arte, Dança, forró, ritmos) (, , )

Pois é… já estava com saudade! Tem quase dez dias que não escrevo aqui e senti falta do espaço para me expressar! Então voltei!!!

Na tarde de hoje, quarta-feria, estava pensando no blog e ouvindo música quando me deu um estalo! Meu deus… não escrevi sobre forró aqui!!! Isso é um absurdo! Logo eu, que amo dançar E ouvir forró (o que justamente eu fazia nesta tarde). Então, cá estou eu!

 Luiz Gonzaga, grande cone do forró

Luiz Gonzaga, grande cone do forró

Luiz Gonzaga, grande ícone do forró

O forró tem um ritmo muito gostoso e eu costumo falar que só não gosta quem não sabe dançar. E também, só não sabe dançar quem não quer! Tenho o exemplo vivo: meu namorado dizia que odiava forró e nem se mexia quando a música tocava (o que eu achava impossível). Mas… ficando comigo resolveu aprender. Hoje é um “pé-de-valsa”, ou melhor, “pé-de-forró”.

O forró é uma denominação que compreende diversos ritmos, como o baião, pé de serra, xaxado e xote e tem sua origem no Nordeste. Já ouvi dizer que o termo nasceu do inglês “for all”, que queria dizer que esta é uma dança para todos. Mas o mais aceito é que ele vem da redução de forrobodó, que significa arrasta-pé, confusão e farra.

Como estou no Espírito Santo, não posso deixar de indicar que visitem Itaúnas, o berço do forró capixaba e universitário. Confesso que nunca fui, mas prometo que dessas férias não passa!!! Inclusive, o pessoal do Falamansa, no DVD ao vivo, conta um pouco da história do grupo e de como Itaúnas esteve presente nela.    

  

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Dança com as cadeiras

19/11/2007 at 18:50 (arte, ballet, Dança, preconceito) (, , )

Confesso que esse final de período da faculdade está bem apertado e ter idéais para postar no blog é cada vez mais difícil. Então, rodando e procurando assuntos para escrever aqui encontrei o blog Você não viu, da onde tirei inpiração para o que falo agora.

falei aqui de algumas exigências que o ballet clássico impõe para quem quer seguir carreira. Mas, como fiz questão de dizer, isso não deve impedir que meninas busquem a alegria de dançar. E limites maiores do que esse também não.

Nunca tive a oportunidade de ver um espetáculo montado com cadeirantes, somente pela televisão. Mas é fácil de perceber a força que eles carregam. Fugindo dos limites impostos pela vida, diversos grupos pelo Brasil se apresentam emocionando platéias. Eles mesmos sabem dos grandes benefícios que a prática da dança traz, sendo, inclusive, uma etapa do tratamento terapêutico de alguns.

Com raízes na dança moderna, os cadeirantes auxiliam para o desenvolvimento dessa modalidade já que sua proposta é de inovação nos movimentos e descoberta de novos movimentos corporais.

Para quem quiser mais informações, saber sobre a história dessa dança e até sobre competições na modalidade, sugiro o site da Confederação Brasileira de Dança em Cadeira de Rodas.  

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A arte de querer fazer arte!

19/11/2007 at 02:15 (arte, ballet, Dança) (, , )

No início do mês de dezembro se encerrará um grande ciclo da vida de uma querida amiga. StefaNINE Ricciardi irá se formar pela primeira turma da escola de dança do Bolshoi Brasil. Logo que soube da formatura uma pergunta não saiu de minha cabeça: o que ela fará depois?

A preocupação não vem da falta de confiança em suas habilidades, muito pelo contrário. Temo é que este país, onde a arte não é valorizada, perca mais um talento. Vi o desenvolvimento dessa menina no ballet, que veio do Acre para o Espírito Santo e foi cair justamente na escola que eu dançava.

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Com muita determinação ela alcançou o reconhecimento no cenário local. Mas não era o bastante para ela. Passou na prova do Bolshoi (quase que um vestibular) e para lá foi, fazer o curso se que encerra depois de anos de aprendizado. Não sabemos se ela será convidada para integrar algum grupo ou dançar por alguma companhia.

O certo é que sua família já gastou o que podia, e não podia, para manter Nine em Joinville-SC (onde funciona o Bolshoi Brasil). A questão é os personagens podem mudar, mas a história é comum a muitos.

Patrocínio? Ajuda financeira? Praticamente zerada… mas o sonho dessas pessoas não termina e vão lutar para continuar dançando nos palcos por aí! O que quero dizer nesse post é que querer levar uma vida de bailarina no Brasil é difícil, aliás, muito difícil. Não se vê nenhum auxílio financeiro por mais que se corra atrás. Tem que ter muita determinação: é a arte de querer fazer arte!       

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O insuportável mundo dos bastidores

14/11/2007 at 00:21 (arte, Dança, filme, preconceito) (, , )

Um dia desses, mais precisamente na semana passada, assisti ao filme “Sob a Luz da Fama” (Center Stage), de Nicholas Hytner, com Amanda Schull e Peter Gallagher. Já o tinha visto antes, mas minha irmã ganhou uma cópia e então resolvi revê-lo, o que foi muito bom, pois  gerou assunto aqui para o blog. 

No filme é retratada a vida de alguns bailarinos que, após um tempo de aulas na fictícia renomada Companhia de Dança Americana (bem parecida com American Ballet…), farão uma apresentação. Os que ficarem com os melhores papéis, ganham destaque e a chance de ali permanecerem. Ao restante, é continuar correndo atrás do lugar ao sol.

Mas bem, a questão é que o filme retrata os constantes atritos desse mundinho (nesse caso, usei o pejorativo mesmo). Briguinhas, discussões e INVEJA são corriqueiros no ambiente da dança, e hipócrita é o que não reconhece isso. O mais interessante de tudo, e que o filme me fez perceber, é que nada muda de uma escola internacionalmente  conhecida para uma pequena, localizada, por exemplo, em Jardim da Penha (bairro de Vitória – ES), onde, não por acaso, eu faço aula.  

Claro que em todo lugar há pessoas mesquinhas e que são capazes de passar por cima das outras para conquistar o que desejam. Mas como vivo neste mundo, é ali que percebo todo o problema. As pessoas não se ajudam, o que claramente, atrapalha o desenvolvimento da dança.

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Receita

12/11/2007 at 18:44 (arte, Dança) (, , , , )

Como havia prometido no post anterior, aqui vai a receita do doce Pavlova. Para quem está um pouco perdido: sim, é isso mesmo! A bailarina, por sua leveza, inspirou a criação do doce, leve como ela.

doce.jpg

Receita

Ingredientes

4 claras de ovos

250g de açúcar

2 colheres (chá) de Maisena

1 colher (chá) de vinagra branco

250ml de creme de leito fresco batido em chantilly

1 pitadinha de sal

Morangos, kiwis, amoras para acompanhar

Modo de fazer

Coloque as claras na tigela da batedeira, adicione uma pitadinha de sal e bata em velocidade baixa, até que comecem a espumar. Aumente a velocidade e continue batendo. Quando estiverem bem firmes, junte gradualmente o açúcar, batendo após cada adição, até o merengue ficar espesso e brilhante. Com uma colher, misture ao merengue, delicadamente, o amido de milho (maisena) e o vinagre.

Num tabuleiro forrado com papel vegetal, desenhe um círculo com cerca de 20cm de diâmetro e ali dentro espalhe uniformemente o merengue, como se fosse um bolo. Se quiser, use um saco de confeitar. Achate ligeiramente o topo com uma espátula e alise os lados. Asse em forno baixo (150ºC), pré aquecido, por cerca de 30 a 40 minutos até a parte externa ficar estaladiça. 

Apague o forno e deixe esfriar lá dentro, com a porta entreaberta. Depois de frio, cubra com chantilly. Distribua frutas e sirva a Pavlova gelada.

O site Club Paulistano trás uma variação desta receita com uma calda e ainda serve com sorvete. Vale a pena conferir também.

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Comidinha!

12/11/2007 at 18:41 (arte, ballet, Dança) (, , , , )

Não é de hoje que o ballet clássico inspira eternos apaixonados e desperta emoções. Mas nunca tinha visto ser fonte de inspiração para comida. Pois bem, aconteceu. Lendo o jornal “Estado de São Paulo“, na quinta-feira, uma matéria me chamou especial atenção. No caderno Paladar (que fala de gastronomia), tinha uma foto de Anna Pavlova (grande bailarina clássica dofinal do século XIX e início do XX) dançando Lago dos Cisnes. E olha que legal, a notícia de que sua leveza havia inspirado a criação de um doce.

Aliás, a paternidade do doce até hoje é contestada por Nova Zelândia e Austrália. Os primeiros dizem que a inventaram em 1927 e os australinos dizem que eles são os verdadeiros donos da receita, inventada em 1935.

Como eu não sei cozinhar, meus dotes são outros (mais precisamente a arte de degustar comidas gostosas), eu ainda não fiz a receita. Mas tudo leva a crer que é boa, afinal, como eu sempre digo para mim mesma antes de tentar fazer algo na cozinha “Mariana, juntando um monte de coisas boas não tem como sair uma coisa ruim”. E a receita é isso mesmo, várias coisas gostasas juntas! É um doce.

Foi aí que eu achei no mínimo engraçado. As muitas bailarinas que lêem este blog terão que se segurar, porque não podem sair comendo doce por aí adoidadas! Quanto aos homens, para eles é sempre mais fácil emagrecer.

Bem, vou deixar a receita para quem quiser no próximo post. 

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Novas mídias a nosso serviço

02/11/2007 at 18:22 (arte, Dança, mídias) (, )

Para os que não sabem, ou não lembram, eu sou bailarina clássica e de flamenco. Mas também estudante de jornalismo, de espanhol, faço estágio, sou filha, irmã, namorada, amiga… Enfim, tempo é uma questão complicada. Mas sei que isso ocorre com todos! O que me deixa um pouco aliviada!

Bem, a questão é: conciliar os horários de ensaio do meu grupo está cada vez mais difícil! Então, não para substituir as aulas mas como forma de grande auxílio entrou em cena as máquinas digitais! Isso mesmo, como não posso ir sempre aos ensaios, gravo o que acontece para treinar em casa.

Claro que não é a melhor maneira de ensaiar um grupo, o que deve ocorrer sempre em… grupo!! Mas são as novas mídias a serviço da dança!!! O vídeo ali é do ensaio de quinta-feira (01).

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